Kassio Nunes suspende julgamento sobre portaria que revogou normas de controle de armas

Depois de interromper o julgamento sobre os decretos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que ampliaram o acesso a armas e munições, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), também pediu mais tempo para analisar ações contra a portaria que revogou normas para identificação e controle de armamentos.

Os dois temas começaram a ser julgados nesta sexta-feira, 17, no plenário virtual, plataforma que permite aos ministros incluírem os votos no sistema online sem necessidade de reunião presencial ou por videoconferência. Com os pedidos de vista, não há prazo definido para a retomada das discussões, que dependem da devolução dos processos por Nunes Marques.

No caso do regramento para garantir o rastreio das armas e dos seus insumos, o tempo joga contra o governo federal. Isso porque, enquanto o STF não bater o martelo sobre o tema, fica valendo a liminar dada ontem pelo ministro Alexandre de Moraes para suspender os efeitos das mudanças promovidas pelo Planalto por ‘desvio de finalidade’. O desgaste da decisão individual só não foi maior porque, na véspera do início do julgamento, o governo recuou e o Comando Logístico do Exército publicou três novas portarias para disciplinar a identificação e a marcação de armas de fogo e o monitoramento das ocorrências envolvendo produtos controlados que entrarão em vigor dentro de 180 dias. No mesmo dia, o advogado-geral da União, Bruno Bianco, defendeu que as novas portarias ‘esvaziam o interesse jurídico’ no prosseguimento das ações, mas Moraes manteve o julgamento na pauta do Supremo.

A dinâmica é a mesma para parte das medidas que facilitaram o acesso a armas para a população civil, com permissão de acesso para armas que antes ficavam sob uso restrito das Forças de Segurança e ampliação da validade do registros dos armamentos e dos limites para aquisição imposto a colecionadores, atiradores e caçadores, os CACs. Em abril, a ministra Rosa Weber, relatora de um bloco de ações contra a política armamentista do presidente, também suspendeu as flexibilizações até o julgamento colegiado. O debate entre os ministros começou a ser travado em abril, mas foi suspenso por um pedido de vista de Alexandre de Moraes e voltou agora ao plenário virtual.

A decisão monocrática da ministra, no entanto, não alcança todo o regramento baixado pelo governo Bolsonaro sobre a matéria. Nesse sentido, os institutos Igarapé e Sou da Paz, que participam ativamente do debate e entraram como terceiros interessados nos processos, lamentaram a interrupção dos julgamentos.

Roberto Carlos posta vídeo após morte de Dudu Braga: ‘Meu filho é meu grande ídolo’

Rio – Após a morte de Dudu Braga, o cantor Roberto Carlos, de 80 anos, postou no Instagram na noite desta quarta-feira um vídeo em que fala sobre o filho. Dudu morreu aos 52 anos, vítima de um câncer no peritôneo. Nas imagens, feitas para uma antiga entrevista, a repórter pergunta a Roberto se ele tem algum ídolo.

Meu filho é meu grande ídolo. Eu tenho um grande ídolo na minha vida: o meu filho. O Dudu é fantástico. É o máximo”, diz o cantor na entrevista de 2001 e recuperada pelo programa “Vídeo Show”, da TV Globo. Em outra postagem, o perfil de Roberto postou um vídeo com várias fotos dele com o filho. “Dudu, você é inesquecível e insubstituível para nós. Até breve”, dizia a legenda da imagem, postada pela equipe do cantor. 

Dudu Braga compartilhou seu diagnóstico de câncer em uma publicação no Instagram, em setembro do ano passado. Em 2019, ele já havia passado por dois outros tratamentos para câncer de pâncreas. Em julho deste ano, o produtor musical contou que os médicos trocaram o quimioterápico após constatarem que não havia nem progressão nem regressão do tumor. De acordo com a assessoria de imprensa de Roberto Carlos, o velório de Dudu Braga será reservado a família.

Roberto Carlos e Dudu Braga - Reprodução
Roberto Carlos divulga vídeo de momentos com Dudu Braga (1968-2021) (Foto: Reprodução/Instagram)
Roberto Carlos divulga vídeo de momentos com Dudu Braga (1968-2021) (Foto: Reprodução/Instagram)

Após a morte de Dudu Braga, com apenas 52 anos após uma luta contra o câncer, o cantor Roberto Carlos, de 80 anos de idade, quebrou o silêncio e postou um vídeo antigo falando sobre o filho no Vídeo Show.

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“Eu tenho um grande ídolo na minha vida: meu filho”, diz Roberto no vídeo. No registro, Dudu também dá um depoimento. “Vou falar o que ele sempre fala pra mim: que Deus proteja e te abençoe. Te amo, paizão”. Roberto, então, visivelmente emocionado, responde: “Dudu é fantástico. Ele é o máximo”.

O “rei” ainda divulgou um vídeo de vários momentos com Dudu, desde a infância até registros recentes. “Dudu, você para nós é inesquecível e insubstituível. Até breve!
Equipe RC” (assista aos vídeos clicando abaixo).

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ENTENDA
Dudu Braga morreu às 14h21, nesta quarta-feira (8), após uma batalha contra o câncer. Ele enfrentava um câncer no peritônio (membrana que envolve a parede abdominal), desde setembro do ano passado. A morte foi confirmada por fontes de Quem. O radialista e produtor deixa a mulher Valeska, com quem era casado há 17 anos e tinha Laura, de 5 anos, e os filhos Giovanna, de 22 anos, e Gianpietro, de 17 anos, frutos de um relacionamento anterior. 

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No boletim oficial divulgado pela assessoria de imprensa do “Rei”, relata que Dudu passou por uma série de internações para tratamento quimioterápico e cirurgia. Esta foi a terceira vez que Dudu enfrentou a doença depois de vencer duas batalhas contra o câncer de pâncreas em 2019.

Em agosto deste ano, Dudu oficializou a união com Valeska. A cerimônia, para apenas 12 convidados, foi abençoada pelo padre Antônio Maria e contou com a presença de Roberto Carlos, que tem seguido uma rígido isolamento social desde que a pandemia estourou no Brasil.

Em entrevista para Quem, ele falou sobre o tratamento. “O meu câncer voltou ano passado, apareceram três pontinhos no peritônio. Fiz o tratamento, fiquei bem e voltou [o câncer] há um mês. Comecei a ter umas recidivas de ter que voltar para o hospital. O meu aparelho digestivo estava ficando inflamado com uma certa facilidade”, explicou ele, em conversa com Quem direto do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava sendo tratado pelo oncologista Fernando Maluf.

Dudu Braga – que foi diagnosticado com glaucoma logo ao nascer e perdeu a capacidade visual – é um dos quatro filhos de Roberto Carlos. Ele nasceu em 1969, fruto do casamento com Cleonice Rossi, que morreu de câncer de mama em 1990. Deste casamento também nasceu Luciana. Além de Dudu e Luciana, Roberto é padrasto de Ana Paula – morta em 2011 após uma parada caríaca – Rafael.

Jean-Paul Belmondo, estrela de ‘Acossado’ e ícone da Nouvelle Vague, morre aos 88 anos

Jean-Paul Belmondo, estrela de 'Acossado' e ícone da Nouvelle Vague, morre aos 88 anos

Se alguém pode, sem medo de erro, ser chamado de estrela, Jean-Paul Belmondo certamente é uma destas pessoas. O ator francês morreu aos 88 anos nesta segunda-feira (6). Astro da Nouvelle Vague francesa, um dos mais importantes movimentos da história do cinema, Belmondo ficou conhecido por filmes como “Acossado” (1960) e “O Demônio das Onze Horas” (1965), ambos dirigidos por Jean-Luc Godard. Outro grande filme estrelado por Belmondo foi “O Homem do Rio” (1964).

“Ele estava muito cansado há bastante tempo, morreu tranquilamente”, disse o advogado Michel Godest. Belmondo morreu em casa, em Paris. Até a última atualização desta reportagem, a causa não havia sido divulgada.

Depois de construir uma carreira inconteste no cinema francês, principalmente interpretando homens frios e sisudos, mas que encantavam o público, Belmondo teve uma virada na carreira de ator. Passou a atuar em filmes mais populares. Sem dúvida, foi um dos grandes atores da história do cinema mundial. “Nenhum ator desde James Dean inspirou tamanho sentimento de identificação com público”, escreveu o crítico Eugene Archer no New York Times em 1965.

Jean-Paul Belmondo em "O Acossado", de Jean-Luc Godard — Foto: Reprodução

Acossado

Belmondo tinha 28 anos e o diretor Jean-Luc Godard 26 quando os dois trabalharam em “Acossado”. No longa, o primeiro de Godard, o diretor filmava Belmondo sem um roteiro pré-determinado, segurando a câmera na mão durante boa parte do tempo, e com baixo orçamento. Com esta receita e seguindo a orientação de atuação improvisada, Belmondo entregou ao mundo Michel Poiccard, um dos anti-heróis mais queridos da história do cinema. Não fosse o suficiente, “Acossado” foi um dos primeiros e mais influentes filmes do movimento “Nouvelle Vague”.

Jean-Paul Belmondo em foto de janeiro de 1973 — Foto: AFP/Arquivo

O que foi a Nouvelle Vague

Nouvelle Vague (Nova Onda, em tradução livre) foi um dos mais importantes movimentos da história do cinema. Marcado pela juventude e transgressão às regras pré-estabelecidas, baixo orçamento e atuação improvisada, o movimento que começou no fim dos anos 1950 transformou o cinema francês e mundial. Além de “Acossado” e “O Demônio das Onze Horas”, estão entre os grandes filmes produzidos pela Nouvelle Vague “Hiroshima, Meu Amor” (1959), “Cléo das 5 às 7” (1962), “Jules e Jim” (1962) e “Bande à Part” (1964).

Vida pregressa

Belmondo nasceu em 9 de abril de 1933, em Neuilly-sur-Seine, filho do renomado escultor Paul Belmondo e da pintora Sarah Rainaud-Richard. Apesar de sua formação culta, ele parecia mais atraído pelo mundo dos esportes do que pelas artes e chegou a ser um grande boxeador em sua juventude.

Depois que descobriu a atuação, foram necessárias três tentativas até que o Conservatório de Paris concordasse, em 1952, em aceitá-lo como estudante. Mesmo assim, não foi uma passagem tranquila, e Belmondo desistiu irritado em 1956 após a má recepção de um júri do conservatório sobre uma de suas apresentações. Um de seus professores disse na época: “O sr. Belmondo nunca terá sucesso com sua cara de desordeiro”. A resposta de Belmondo foi um gesto obsceno.

Brasil do Amanhã entrevista Fernando Veloso

É preciso abrir mão de convicções para resolver o problema da Segurança Pública
Fernando Veloso, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi um dos debatedores do evento da Plataforma 2018: Brasil do Amanhã sobre Segurança Pública, no dia 19 de fevereiro, das 18h às 21h30, no auditório do Museu do Amanhã.
Com intenso debate, o evento acabou com muitas perguntas da plateia a serem ainda respondidas. Abaixo, Fernando Veloso gentilmente responde as perguntas que estavam direcionadas a ele.
Plateia: Como combater a criminalidade com as polícias sucateadas, desmotivadas e, principalmente, caçadas pelo tráfico? Você concorda que o sistema foi criado para não funcionar? 
Fernando Veloso: A falta de recursos impacta em qualquer atividade, em especial em estruturas complexas como a de segurança pública que opera com tantas variáveis que influenciam no volume de criminalidade e que estão fora do alcance das ações das forças policiais como educação, assistência social, desenvolvimento econômico, ressocialização de presos, legislação leniente, dentre outras. Ademais, não há bala de prata para resolver os problemas de segurança pública, mas, sim, a necessidade da conjugação de uma multiplicidade de ações em diferentes segmentos. 
Ainda assim, a meu ver o nosso principal problema é a falta de profissionalismo e transparência na gestão da segurança pública. Políticas públicas são definidas em gabinetes sem a participação de representantes da sociedade ou mesmo de instituições como o Ministério Público, Justiça, Sistema Penitenciário dentre outros. Decisões estratégicas são tomadas com base em intuições, ignorando indicadores sejam de natureza criminal ou não, recursos humanos, materiais e mesmo financeiros são empregados sem o estabelecimento de mecanismos mínimos de aferição de sua efetividade. Esse modelo de concentração decisória pode propiciar maior influencia de interesses políticos, de necessidade de resposta imediata à sociedade, de priorização não técnica e outros. Enfim, quando falta gestão não há recurso que atenda às necessidades. 
Quanto mais grave for o cenário mais pragmáticas devem ser as medidas adotadas. Ilustrando com alguns dados, a atual situação enfrentada no Rio, em que a cada ano são registradas cerca de 800 mil ocorrências nas delegacias, em que o número de mortes violentas se mantém com tendência de crescimento há anos, em que os quadros das polícias são extremamente deficitários e sem perspectiva de reposição, em que os orçamentos previstos mal cobrem a metade dos custos operacionais, em que a incerteza quanto aos pagamentos dos salários está sempre rondando o policial e sua família, respondendo a pergunta: como enfrentar a criminalidade?
Estabelecendo prioridades a partir de parâmetros legitimados pela sociedade, adotando medidas de contingenciamento, otimizando recursos, racionalizando processos, contingenciando ou mesmo suprimindo serviços ou atividades com base em dados e total transparência. 
Não é fácil, o custo político pode ser elevadíssimo, mas seguramente é justificado em razão do número de famílias destruídas em mais de 6.700 mortes violentas em um único ano, em razão dos 134 policiais mortos e tantos outros indicadores que evidenciam a incapacidade das polícias.
 
Porque o Brasil ainda resiste em aceitar o papel da descriminalização das drogas na redução da violência?
Países como Portugal inovaram e adotaram uma política que insere o uso de drogas na esfera de saúde e não criminal. A meu ver, a discussão deve ser aprofundada sem paixões ou ideologias, mas sim com um olhar pratico quanto à nossa capacidade de controle, de superação de alguns mitos como os reais efeitos do uso de algumas drogas, de questões de ordem prática como destinação da eventual tributação, de aspectos comerciais como um possível desequilíbrio na agricultura a partir de um crescente abandono do plantio de outras culturas tradicionais. Enfim, a meu ver, há muito que discutir antes de nos perguntarmos se devemos ou não descriminalizar ou mesmo liberar o consumo. 
Contudo, considerando que o que nos leva a discutir a questão da droga é a criminalidade e não propriamente a droga, considerando que em décadas não conseguimos evoluir em discussões quanto às causas da violência, suas origens, a transversalidade com outros segmentos como educação, assistência social, desenvolvimento econômico, sistema penitenciário, medidas voltadas a grupos vulneráveis, enfim, exigindo mais polícia, leis mais duras, mais repressão, ainda que o aprofundamento dessa discussão possa nos levar a um lugar melhor, me parece mais prioritário avançarmos na conscientização das reais causas da violência.
 
Faz sentido criar uma nova instituição que una polícias civil e militar?
Deixando de lado as dificuldades históricas e culturas institucionais, eu diria que faz sentido qualquer modelo que apresente potencial melhora nos coeficientes de desempenho das polícias sem ignorar a realidade orçamentária em que elas tradicionalmente operam. Qualquer modelo que apresente dinâmica em que a atividade policial seja mais transparente, com gestão por resultado, que assegure mecanismos de controle mais eficazes, que seja sustentável a longo prazo e que tenha como missão assegurar direitos dos cidadãos, frise-se; a missão não deve ser capturar criminosos ou apontar culpados e, sim, assegurar o exercício pleno dos direitos e garantias dos cidadãos, a prisão ou responsabilização de criminosos deriva dessa missão principal.
 
Abrir mão de convicções significa despolitizar o tema de segurança pública? Como lidar então com uma bancada da bala fortíssima e com um candidato à presidência em segundo lugar nas pesquisas que aposta na repressão e que tem apoio de setores da PM? 
Abrir mão de convicções no sentido de repensar, reavaliar. Abrir mão das convicções que formamos como sociedade ao longo das últimas décadas, que hoje continuam sendo reproduzidas como a única e melhor solução para a criminalidade, ou seja, a repressão, o enfrentamento, a lógica do inimigo, as medidas imediatistas. As nossas convicções inerentes à natureza humana, associadas ou não a dogmas religiosos, essas não, abrir mão delas seria esvaziar a nossa essência. Respondendo; Como lidar? Debatendo, não aceitando “convicções” empacotadas com o carimbo SOLUÇÃO. Não é fácil e pode nos custar mais algumas décadas e algumas dezenas de milhares de vidas mas é assim mesmo, é um processo. Hoje estamos melhor do que estávamos ontem, não são poucas as vozes dissidentes, o extremismo pode até prevalecer mas não é mais tão absoluto, tão sedutor como há alguns anos.

‘Quem insistir, cortaremos na carne’, diz novo secretário da Seap sobre corrupção

Rio – Quando afirma entender “um pouquinho” de segurança pública, Fernando Veloso quer dizer o oposto. Chefe da Polícia Civil entre 2014 e 2016, o delegado de 56 anos assumiu no último dia 20 de agosto a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), no meio de um dos maiores escândalos recentes do estado: o ex-secretário Raphael Montenegro chegou a ser preso pela Polícia Federal após ser flagrado por escutas negociando a transferência de líderes do Comando Vermelho para o Rio. Ele foi solto, mas a investigação continua. Em entrevista ao DIA, o novo secretário da Seap diz que pretende investir na ressocialização dos presos, promete uma “revolução tecnológica” no sistema prisional para coibir corrupções, e diz que o desafio mais urgente é “restabelecer o moral” do policial penal.
O DIA: O senhor assumiu no olho do furacão. Nessas duas primeiras semanas, deu para perceber qual será o maior desafio à frente da Seap?
VELOSO: É difícil em tão pouco tempo fazer uma avaliação confiável e segura de uma questão que é tão complexa. É como se nós tivéssemos várias prefeituras que dependem das nossas decisões para funcionar. Acho que o maior desafio é restabelecer a integridade e o moral do policial penal. O ’01’ da pasta foi pego em situação constrangedora. Isso afeta a imagem do policial penal. Mais de 41 mil pessoas que precisam dele para ter sua integridade física garantida, alimentação, cumprimento de ordens judiciais. É um universo de coisas. Esse cara tem de fazer isso todo dia. E se a gente tem um policial penal desmotivado, a gente perde uma grande parte do potencial de trabalho. Isso é um desafio.
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OD: Como foi a sua recepção e as primeiras conversas com os policiais penais?
FV: Mais do que conversar e interagir, é o exemplo que você dá. Melhor do que você fala, é o que você faz. A gente já começou a selecionar pessoas a ficarem em cargos que passaram pelo crivo da Inteligência, da Corregedoria. Os policiais penais veem o que a gente está fazendo. Estou otimista por ter a tropa comigo. Nossos interesses são os mesmos. O policial penal do bem, que hoje está envergonhado, triste, vai ver, certamente, que a gente está tentando fazer alguma coisa.
OD: Já foi possível avaliar qual vai ser a prioridade em investimentos? Do quê a Seap precisa mais, num sentido estrutural?
FV: Uma prioridade nossa é revisionar todos os atos da administração anterior. Isso é um trabalho hercúleo, mas que precisa ser feito rápido. Há contratos que a gente precisa saber em que pé estão. A gente precisa promover uma revolução tecnológica. Se há uma pasta que sofre com desvios, com corrupção, a gente tem de ter mecanismos de controle. Não podemos só acreditar que a virtude das pessoas vai resolver isso. Temos um sistema de câmeras que recebeu R$ 28 milhões de reforço do gabinete de intervenção federal (em 2018). Essas câmeras podem fazer até reconhecimento facial, leitura de placa de carro. Mas é como se elas fosse uma Ferrari com uma gasolina batizada. O restante da estrutura não está à altura do objetivo da Seap. O controle das pessoas que entram, que horas entram, isso tem que estar integrado. Não pode ser anotado em um livro.
OD: E quem poderia ter acesso a isso?
FV: A Corregedoria e a Inteligência têm de ter acesso a isso sem ter que pedir para ninguém. A gente precisa encontrar uma maneira para que esses departamentos tenham acesso às câmeras sem ter que informar a ninguém.
OD: Um dos casos investigados pela PF foi o processo de soltura do traficante Abelha, que tinha mandado de prisão ativo, mas foi colocado nas ruas pelo antigo secretário. A Polícia Civil chegou a alertar a Seap. Para além da possível corrupção, que ainda é apurada, há falta de comunicação entre os entes da Segurança Pública?
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FV: Isso é objeto da Corregedoria, não vou antecipar com juízo de valor. Não sei se foi falta de comunicação, ou foi outra coisa. Mas o que posso dizer é que a integração entre os entes, atualmente, é muito melhor do que há anos atrás, quando fui subchefe da Polícia Civil (de 2011 a 2014), ou quando assumi a chefia (entre 2014 e 2016). Trabalhamos muito nisso naquele período. Quando há uma soltura de um preso, por exemplo, não sei se o problema é comunicação, não.
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Rio de Janeiro - 03/09/2021 - CIDADE/ RIO / POLICIA / DOMINICAL/ - Entrevista com o novo Secretario de administracao Penitenciaria o Delegado Fernando Veloso   Foto : Fabio Costa/ Agencia O Dia - Fabio Costa/Agencia O Dia
Rio de Janeiro - 03/09/2021 - CIDADE/ RIO / POLICIA / DOMINICAL/ - Entrevista com o novo Secretario de administracao Penitenciaria o Delegado Fernando Veloso   Foto : Fabio Costa/ Agencia O Dia - Fabio Costa/Agencia O Dia
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Fernando Veloso, novo secretário de Administração Penitenciária, afirma que vai investir na melhoria do sistema prisional - Fabio Costa/Agencia O Dia
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Rio de Janeiro - 03/09/2021 - CIDADE/ RIO / POLICIA / DOMINICAL/ - Entrevista com o novo Secretario de administracao Penitenciaria o Delegado Fernando Veloso   Foto : Fabio Costa/ Agencia O Dia - Fabio Costa/Agencia O Dia
Rio de Janeiro - 03/09/2021 - CIDADE/ RIO / POLICIA / DOMINICAL/ - Entrevista com o novo Secretario de administracao Penitenciaria o Delegado Fernando Veloso   Foto : Fabio Costa/ Agencia O Dia - Fabio Costa/Agencia O Dia
Rio de Janeiro – 03/09/2021 – CIDADE/ RIO / POLICIA / DOMINICAL/ – Entrevista com o novo Secretario de administracao Penitenciaria o Delegado Fernando Veloso Foto : Fabio Costa/ Agencia O DiaFabio Costa/Agencia O Dia
OD: Por onde é importante começar o processo de melhorias do sistema prisional?
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FV: O sistema penitenciário traz um problema que é urgente: a cadeia está boa, ruim, o preso é perigoso, ou não. Mas há a questão da tal da ressocialização. Eu quero colocar isso na mesa de novo. A gente não pode se deixar sequestrar pelos incêndios do dia a dia e esquecer de discutir a ressocialização. O que eu não quero é cometer os mesmos erros que os meus antecessores, e daqui a dez anos o cara que estiver aqui trabalhar nas mesmas questões.
OD: E como ressocializar?
FV: Não basta dizer para o cara: ‘o muro você não vai pular, nem vão te matar aqui dentro’. Se o sistema for só isso aí, é depósito. Não interessa pra gente. É mais do que isso. É preparar aquele sujeito para sair dali. Vou buscar recursos, programas que sejam voltados ao tema da ressocialização.
Há uma lógica que acha que somente dar emprego ao preso resolve. O norte-americano estudou isso desde os anos 1960 e percebeu que superficialmente não resolve. Pessoas que nunca trabalharam, estão na vida do crime desde a adolescência, e passam a trabalhar de segunda à sexta, de 8h às 18h, não vão se adaptar. Ele quer, mas não vai. Há ideias de transição: essa pessoa é inserida em reuniões durante três, ou quatro meses. Depois, ele começa a trabalhar uma ou duas vezes por semana. Só então, com ele adaptado, passa a trabalhar, de fato. Isso dá muito trabalho? Dá, mas se não for assim, a gente assume que não vamos mais ressocializar ninguém.
OD: Na última semana, a Seap realizou apreensões de celularesroteadores e drogas dentro das celas. As revistas serão fortalecidas?
FV: O que determinei é que isso seja uma rotina. Isso vai ser feito de forma aleatória, indistintamente, na facção X ou Y. Se tem alguma coisa ilícita lá dentro, temos de tirar. Com essas ações, investigações são desencadeadas. Se houver algum tipo de facilitação interna, saberemos nas investigações. O combinado não sai caro. Está dito. Quem insistir, cortaremos na carne. Não faço isso com prazer, não dá prazer colocar policial penal na rua. Mas fazendo isso, estou sendo justo. Se tem alguém facilitando a entrada de telefone – porque tem -, tem outro policial que não gosta. Vou brigar por esse outro.
OD: A investigação da PF sobre a conduta do ex-secretário apontou que os então subsecretários também estavam envolvidos. Há risco de que outros agentes da Seap estejam nesse grupo de corrupção? Houve avanço na apuração interna da secretaria?
FV: É prematuro dizer. As investigações estão em andamento.
OD: A população carioca ficou espantada com a facilidade do ex-secretário em negociar com os líderes do Comando Vermelho. Chefes, secretários da segurança pública dialogam com criminosos, ou são procurados por eles para conversar, prestar favores?
FV: Isso não acontece, e não vai. A população carcerária me conhece. Têm coisas da minha vida profissional que eles lembram e eu nem lembro. Investigações que participei, por exemplo. Eles sabem minha história. 

Delegado Fernando Veloso assume a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária

O governador Cláudio Castro nomeou, nesta sexta-feira (20/08),o delegado da Polícia Civil Fernando Veloso como novo secretário de estado de administração penitenciária do Rio de Janeiro. Ele substitui o delegado da Polícia Federal Victor Poubel, que ficou somente três dias no cargo. Poubel, por sua vez, vai assumir o Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

Aprovado no concurso público em 2001, Fernando Veloso já foi chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), atuou como delegado em distritais e especializadas, além de subchefe operacional da PCERJ.https://e8a362dc25dc6f95ab5c3a5480851453.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A dança das cadeiras na na Seap teve início na última terça-feira (17/08), com a prisão do ex-secretário Raphael Montenegro e de dois subsecretários — Wellington Nunes da Silva, da gestão operacional, e Sandro Farias Gimenes, superintendente.

Eles são acusados de negociar com chefes do Comando Vermelho a volta de traficantes para presídios fluminenses e regalias nas cadeias, em troca de influência nos locais dominados pelos criminosos.

‘Não pretendo apertar mão de criminoso’ diz Fernando Veloso novo secretário de Administração Penitenciária do RJ

O novo secretário de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro afirmou que uma comissão está sendo instalada nesta segunda-feira (30) para verificar todos os atos da gestão anterior. Ex-chefe da Polícia Civil, o delegado Fernando Veloso concedeu a primeira entrevista à frente da pasta na manhã desta segunda-feira (30) na BandNews FM.

Ele assumiu a SEAP após a prisão de Raphael Montenegro, exonerado no dia em que foi preso pela Polícia Federal. O ex-secretário é acusado de fazer acordos com chefes da facção Comando Vermelho que estão no presídio federal de Catanduvas (PR).

Não pretendo apertar a mão de criminoso nenhum, não pretendo ser amigo de ninguém e não pretendo extrapolar nada o que a lei me permita. É uma missão complexa e difícil. A gente tem mais de 43 mil pessoas sob nossa responsabilidade durante 24h e elas terão seus direitos respeitados, essa é a missão que estou convocando os policiais penais”, disse.    

Veloso afirmou que fortalecerá a Corregedoria da SEAP para impedir que irregularidades aconteçam no sistema prisional fluminense. Para ele, a apreensão, em média, de um celular a cada hora, nos últimos quatro meses, em presídios fluminenses, é mais uma prova da necessidade de intensificar a fiscalização do trabalho dos policiais penais, já que parte dos equipamentos não é retirada das mãos de visitantes, mas, sim, de internos, dentro da prisão. 

Ele destacou ainda as 13 mil apresentações de presos, diariamente, em hospitais, audiência e transferências, que demandam atenção para não haver nenhum desvio de conduta. Fernando Veloso disse que ainda está consultado especialistas e órgãos para definir os membros de sua equipe, e que a escolha será baseada em transparência e competência.

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Inca diz que laudos mostram que água da unidade da Cruz Vermelha é segura  para uso - Rio - Extra Online
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